Contribuinte pagará mais Imposto de Renda em 2016
Pagar mais imposto do que deveria não é novidade no país. São, aproximadamente, cinco meses trabalhados para “dar” cerca de 41% da renda aos cofres públicos. E no IRPF – Imposto de Renda Pessoa Física a situação não muda, visto que, nesse ano, somente estará isento de prestar contas com o leão quem teve renda de até R$ 1.903,98.
A primeira faixa salarial vai de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65, cuja alíquota é 7,5% e a parcela a deduzir do IR é de R$ 142,80. Já a segunda, cuja taxa é de 15%, contempla os contribuintes que receberam R$ 2.826 a R$ 3.751,05.
A terceira faixa, de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68, tem alíquota de 22,5% e acima de R$ 4.664,68, a taxa é de 27,5%. Para o IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, devido à disparada da inflação em 2015, que alcançou 10,67%, segundo o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerado o maior valor em treze anos, houve uma grande defasagem da tabela do IR, cuja correção média foi calculada pelo poder executivo em 5,6% no ano passado.
De acordo com o IBPT, por causa da inflação, o ideal seria que a primeira faixa do Imposto de Renda fosse de 3.250,29 a R$ 4.871,18, com alíquota 15%; a segunda de R$ 4.781,19 a R$ 6.494,94, com taxa de 22,5%; a terceira de R$ 6.494,95 a R$ 8.115,61, com 27,5%; e a última com valores superiores a R$ 8.115,61.
A tabela do IR de 2016, segundo o diretor regional do IBPT, Alexandre Fiorot, não favorece os trabalhadores que ganham salário menor. Na opinião dele, a população mais carente paga o mesmo valor de imposto que aquele indivíduo que tem um maior poder aquisitivo, o que contribui para que a carga tributária seja cada vez mais elevada.
“Enquanto as classes mais baixas saem da isenção ou mudam de faixa, os mais ricos continuam na mesma, de 27,5%. Nós, do IBPT, lutamos para que a tabela do IR seja atualizada anualmente, acompanhando a inflação. Todos os anos, o governo federal tem um falso discurso e aplica um aumento disfarçado do Imposto de Renda”, analisa o diretor.
Ainda segundo Fiorot, a falta de uma correção justa da tabela do IR pelo índice da inflação faz com que o brasileiro pague, em 2016, bem mais imposto do que no ano passado.
Confira, a seguir, a tabela do IR 2016, válida para o ano-calendário 2015:

FONTE: blogskill