Qual regime escolher para 2017: Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional?

27/10/2016 08:05

Já planejando o ano de 2017, as empresas devem analisar e escolher com sabedoria o regime tributário ideal.

2016 está chegando ao fim e, com isso, as empresas começam a tomar decisões cruciais para 2017. E uma das mais importantes, e que pode ditar o rumo que a companhia terá no próximo ano, é a escolha do regime tributário.

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Essa escolha é determinante para as finanças de um empreendimento. A escolha errada pode, por exemplo, fazer com que o negócio tenha que pagar mais impostos do que deveria. E uma vez escolhido o regime que integrará, o empresário não poderá trocar ao longo do ano.

Por conta disso, contadores e advogados especialistas em tributação analisam com cuidado todos os detalhes da empresa. Eles fazem estudos de mercado, simulações, contas, e demais análises detalhadas para ter certeza de que estão tomando a decisão certa.

De olho na crise

As empresas ainda precisam estar com os olhos bem abertos para os reflexos da crise econômica ao fazer essa escolha. O período de recessão pelo qual o Brasil passa pode impactar nas despesas da companhia, margem de lucro ou até no volume de importações e exportações.  

Pelo menos é o que orienta a advogada tributarista Renata Soares Leal Ferrarezi. “É necessário acompanhar essas alterações de perto e verificar a possibilidade de identificar o melhor momento para migrar de um modelo tributário para outro, afirma.

“As alterações no Simples Nacional que entrarão em vigor em 2017 também devem ser levadas em consideração para saber se a opção é vantajosa ou não para este regime tributário”, completa.

Restrições

O Simples Nacional, entretanto, não pode ser escolhido por todas as companhias. Para integrar esse regime, é preciso ter um faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Com as possíveis alterações do Simples, esse teto deverá subir para R$ 4,8 milhões. Porém, ainda falta a sanção presidencial para que isso seja colocado em prática.

Já o lucro presumido só pode ser escolhido por empresas que contam com um faturamento de, no máximo, R$ 78 milhões por ano.

Outra opção de regime tributário é o lucro real. Este, por sua vez, pode ser escolhido por qualquer empresa, independente de seu porte, faturamento ou ramo.

Mesmo sem uma fórmula matemática para determinar qual regime tributário é o ideal, há alguns aspectos que tem peso maior.

Renata Soares explica que um desses pontos mais relevantes é o valor da receita bruta anual, já que é esse número que determina em qual regime a empresa pode ser enquadrada.

“Em segundo lugar é a atividade, pois existem atividades em que a opção pelo Simples é vedada”, diz a especialista.  

O tamanho da folha de pagamento também tem grande valor na decisão, uma vez que o Simples Nacional, por exemplo, engloba parte do INSS que incide sobre a folha de pagamento. 

Outra ponto de atenção diz respeito à impossibilidade de as empresas tributadas pelo lucro presumido aproveitarem os créditos do PIS e Cofins.

Nem sempre o mais simples é o melhor!

Os contadores e empresários também precisam ter em mente que o regime tributário mais simples nem sempre é a melhor escolha a ser feita. Uma vez que o lucro real é mais burocrático e conta com diversos controles necessários, as companhias acabam optando pelo Simples Nacional ou pelo lucro presumido.

Entretanto, o real é o único entre os três que permite a compensação de prejuízos de anos anteriores. Dependendo de cada caso, então, ele pode ser o ideal.

Simulação

Para auxiliar nessa escolha, as companhias podem fazer simulações. Essa ferramenta está disponível no site do Sebrae (clique aqui), por exemplo.

Para fazer a simulação, é preciso informar o ramo de atividade, o valor da receita anual e da folha de salários, entre outros dados.

 

Fonte: Blog Skill